GROSCON ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA

CNPJ nº 26.228.270/0001-48

Apresentamos a seguir o relatório de auditoria concernente aos trabalhos desenvolvidos nessa Administradora de Consórcio, com base nas Demonstrações Contábeis relativas ao semestre encerrado em 30 de junho de 2025, representadas pelo Balanço Patrimonial e as respectivas Demonstrações do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa, da Demonstração Consolidada dos Recursos de Consórcio, da Demonstração Consolidada das Variações nas Disponibilidades de Grupos, incluindo as respectivas Notas Explicativas. Os valores apresentados nas demonstrações contábeis estão expressos em milhares de reais.
BALANÇO PATRIMONIAL
(Em milhares de Reais)
A T I V O 30.06.2025 31.12.2024
.
Circulante 729 777
Disponível 296 305
Caixa e Bancos 296 305
Aplicação Interfinanceira de Liquidez 0 0
.
Realizável à Curto Prazo 433 472
Outros Créditos 433 472
Rendas a Receber 21 24
Adiantamentos Pag. Nossa Conta 0 0
Devedores Depósitos em Garantia 221 221
Créditos Tributários 1 32
Devedores Diversos – País 190 195
Cobrança Judicial 0 0
-
Não Circulante 883 875
-
Permanente 883 875
Investimentos 582 582
Imobilizado de Uso 596 585
Intangível 41 14
(-) Depreciações e Amortizações (336) (306)
TOTAL DO ATIVO 1.612 1.652

P A S S I V O 30.06.2025 31.12.2024
Circulante 558 554
Outras Obrigações 558 554
Fornecedores 7 2
Fiscais e Previdenciárias 77 121
Obrigações por Recursos Cons. Gr. Encerr. 99 99
Provisões para Pagamentos a Efetuar 150 95
Provisão para Contingências 50 50
Credores Diversos do País 175 187
Patrimônio Líquido 1.054 1.098
Capital Social 1.015 1.015
Reserva de Lucros 39 83
TOTAL DO PASSIVO 1.612 1.652

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO
(Em Milhares de Reais)
NOMENCLATURA 1º Semestre 2025 1º Semestre 2024
-
RECEITAS OPERACIONAIS 3.668 3.317
Rendas de Taxas de Administração 3.906 3.533
Impostos Incidentes sobre Rendas (238) (216)
-
DESPESAS OPERACIONAIS (3.706) (3.355)
Despesas Administrativas (2.975) (2.716)
Despesas com Pessoal (573) (499)
Outras Despesas Administrativas (133) (140)
Outras Despesas Operacionais (25) 0
-
RESULTADO OPERACIONAL (38) (38)
-
Resultado não operacional 0 85
Resultado Antes do Imp. de Renda (38) 47
-
Imp.Renda e Contrib.Social 0 (15)
-
Resultado Líquido do Período (38) 32
Resultado Líquido por Cota (0,04) 0,03

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
(Em milhares de Reais)
NOMENCLATURA 1º SEMESTRE 2025
Lucro Líquido do Período 0 (38)
Parcela dos Sócios (38) 0
(=) Outros Result. Abrang. Antes da Reclas. 0 0
(-) Ajustes de Instrumentos Financeiros Reclass. p/ Resultado 0 0
(=) Outros Resultados Abrangentes 0 0
Parcela dos Sócios 0 0
Resultado Abrangente Total 0 (38)
Parcela Total dos Sócios (38) 0

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
(Em milhares de Reais)
Descrição 1º Semestre 2025 1º Semestre 2024
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro (Prejuízo) líquido do exercício (38) 32
Ajustes para reconciliar o lucro (prejuízo) líquido do exercício 31 (121)
com o caixa gerado pelas atividades operacionais: 0 0
Depreciação e amortização 31 (121)
-
(Aumento) redução nos ativos operacionais: 39 (37)
Valores específicos Créditos de Consórcio 3 (22)
Adiantamentos Salariais 0 (7)
Valor cobrança Judicial 0 0
Devedores Depósitos em Garantia 0 (23)
Créditos Tributários 31 15
Devedores Diversos no País 5 0
-
(Aumento) (redução) nos passivos operacionais: 4 228
Fornecedores 6 3
Fiscais e Previdenciárias (44) 27
Obrigações por Recursos Consórcio Grs. Encerrados 0 0
Provisões para Pagamentos a Efetuar 42 28
Cobrança Judicial 0 0
Provisão para Contingências 0 0
Credores Diversos do País 0 170
Caixa Gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais 36 102
-
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Aquisição/Baixa de outros investimentos 0 70
Aquisição de imobilizado e adições ao diferido (39) (34)
Caixa gerado pelas (aplicado nas) atividades de investimento (39) 36
-
FLUXO DE CAIXA DAS ALTERAÇÕES CAPITAL
Caixa gerado pelas (aplicado nas) Atividades de Financiamento 0 0
Distribuição de Lucros (6) (11)
-
AUMENTO (REDUÇÃO) DO SALDO DE DISPONIBILIDADES (9) 127
-
DISPONIBILIDADES:
Saldo inicial 305 57
Saldo Final 296 184
-
AUMENTO (REDUÇÃO) DO SALDO DAS DISPONIBILIDADES (9) 127

As notas explicativas integram as demonstrações contábeis

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(Em Milhares de Reais)

1º Sem. 2024 Capital Social Integral. Reserv. de Lucros Lucro ou Prejuizos Acum. Outros Result. Abrang. Pat. Liq. Consol. Demonst. Resultado Abrang.
Saldos Iniciais 1.015 83 - - 1.098 -
Aumento de Capital - - - - - -
Gastos com Emi. de ações - - - - - -
Opções Outorgadas Reconhecidas - - - - - -
Ações em Tesouraria Adquiridas - - - - - -
Ações em Tesouraria Vendidas - - - - - -
Dividendos - -6 - - -6 -
Transações de Capital com os Sócios - - - - - -
Outros Resultados Abrangentes - - - - - -
Reclassificação de Resultados Abrangentes - - - - - -
Lucro Liq. no Período - -38 - - -38 -38
Mutações do período - - - - - -
Saldos Finais 1015 39 - - 1.054 -38



As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO CONSOL. DOS REC. DE CONSÓRCIO
(Em Milhares de Reais)
ATIVO RUBRICA 30.06.2025 30.06.2024
CIRCULANTE 1.0.0.00.00-7 35.130 30.427
Disponibildades 1.1.0.00.00-6 124 95
Depósitos Bancários 1.1.2.92.00-3 124 95
Aplicações Interfin. de Liquidez 1.2.0.00.00-5 9.174 7.640
Disponibilidades dos Grupos 1.2.9.90.12-2 361 377
Vinculadas a Contemplações-SELIC 1.2.9.90.25-9 0 0
Vinculadas a Contempl. – Demais Apic. 1.2.9.90.35.9 8.813 7.263
Recursos de Grupos em Formação 1.2.9.90.55-5 0 0
Outros Créditos 1.8.0.00.00-9 25.832 22.692
Adiantamentos Recursos Terceiros 1.8.7.80.00-6 0 0
Bens Apreendidos ou retomados 1.8.7.88.00-8 0 0
Direitos Junto consorc. Contempl. 1.8.7.93.00-0 25.832 22.692
- Normais 1.8.7.93.05-5 24.547 21.195
- Em Atraso 1.8.7.93.15-8 656 598
- Em Cobrança Judicial – Gr. Andam. 1.8.7.93.20-6 629 899
- Cheques e Outros valores a receber 1.8.7.98.00-5 0 0
-
COMPENSAÇÃO 3.0.0.00.00-1 310.701 252.915
Previsão Mensal de Rec. a Receber 3.0.7.75.00-6 1.134 948
Contribuições devidas aos Grupos 3.0.7.78.00-3 161.168 131.869
Consorciados - Bens a Entregar 3.0.7.78.10-6 148.399 120.098
-
TOTAL GERAL DO ATIVO 3.9.9.99.99-3 345.831 283.342




PASSIVO RUBRICA 30.06.2025 30.06.2024
CIRCULANTE 4.0.0.00.00-8 35.130 30.427
Obrigações com consorciados 4.9.8.82.00-7 13.101 10.950
Valores a Repassar 4.9.8.86.00-3 816 738
Obrigações p/ contempl. a Entregar 4.9.8.91.00-5 8.813 7.263
Obrigações com a Administradora 4.9.8.92.00-4 0 0
Recursos a Devolver a Consorciados 4.9.8.94.00-2 11.144 10.182
Recursos do Grupo 4.9.8.98.00-8 1.256 1.294
-
COMPENSAÇÃO 9.0.0.00.00-3 310.701 252.915
Rec. Mensais a Rec. de Consorciados 9.0.7.75.00-8 1.134 948
Obrig. dos Grupos por Contribuições 9.0.7.78.00-5 161.168 131.869
Bens ou Serviços a Contemplar 9.0.7.82.00-8 148.399 120.098
-
TOTAL GERAL DO PASSIVO 9.9.9.99.99-5 345.831 283.342
As notas explicativas integram as demonstrações contábeis
​ DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DAS VARIAÇÕES NAS DISPONIBILIDADES DE GRUPOS
(Em Milhares de Reais)
NOMENCLATURA 1º SEMESTRE 2024 ACUMULADO 1º SEMESTRE 2023 ACUMULADO
Disponibilidades 7.785 7.312
Depósitos Bancários 16 209
Cheques em Cobrança 0 0
Aplic. Fin. dos Grupos 843 460
Aplic. Financ. Vinc. a Contemp 6.926 6.643
-
(+) Recursos Coletados 13.606 160.553 24.619 146.947
Contribuições Aquisição de Bens 9.293 103.234 16.905 93.942
Taxa de Administração 3.805 49.874 6.940 46.068
Contribuição ao Fundo Reserva 0 0 0 0
Rendimentos de Aplic. Financeiras 430 4.184 643 3.755
Multas e Juros Moratórios 74 747 122 673
Prêmios de Seguros 3 2.502 7 2.499
Custas Judiciais 1 12 2 10
Outros 0 0 0 0
-
(-) Recursos Utilizados 12.093 151.255 24.146 139.162
Aquisição de Bens 7.902 93.524 16.703 85.622
Taxa de Administração 3.808 49.873 6.940 46.065
Multas e Juros Moratórios 37 373 61 336
Prêmios de Seguros 2 2.499 7 2.496
Custas Judiciais 1 11 2 10
Devol. a Consorc. Desligados 343 4.973 422 4.631
Outros 0 2 11 2
-
Disponibilidades 9.298 9.298 7.785 7.785
Caixa 0 0 0 0
Depósitos Bancários 124 124 16 16
Cheques em Cobrança 0 0 0 0
Aplicações Fin. – Grupos 361 361 843 843
Aplic.Financ.Vinc. a Contemplação 8.813 8.813 6.926 6.926



As notas explicativas integram as demonstrações contábeis


GROSCON ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA

Rua São Sebastião do Paraíso,1035 Jardim Francano Cep 14.405-010 – Franca – SP - CNPJ nº 26.228.270/0001-48

NOTAS EXPLICATIVAS ÁS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
NOTA 1 -
CONTEXTO OPERACIONAL
A sociedade Limitada, com sua sede domiciliada à Rua São Sebastião do Paraíso, 1035 Jardim Francano , cep 14.405-010 – Franca-SP, tem como sua principal atividade, Administração de consórcios para aquisição de bens e direitos, com a finalidade de constituição, organização e administração, na forma da legislação em vigor emanada pelo Banco Central do Brasil, de um consórcio, cujo objetivo é propiciar à cada um dos consorciados, mediante um fundo comum, a aquisição de veículos automotores, imóveis e outros bens. As atividades secundárias da sociedade são: Atividade de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários e outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente. O controlador da sociedade é Telmo José Barbosa, CPF nº 564.652.208/06.
NOTA 2 -
APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As Demonstrações Financeiras foram elaboradas de acordo com as Normas Brasileiras e Internacionais de Contabilidade, aplicáveis às entidades financeiras, e de conformidade com os preceitos estabelecidos pelo Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional -COSIF do Banco Central do Brasil, observando-se a Lei 11.795/2008, que rege as sociedades administrativas de consórcio, com Resolução BCB nº 2 de 12/08/2020, que dispõe sobre os procedimentos para elaboração, divulgação e remessa de demonstrações financeiras, Lei 4595/64, subsidiariamente a Lei 10406/02- Código Civil Brasileiro e, por analogia dos conceitos contidos, a lei das Sociedades por Ações (6404/76) e alterações conforme Lei 11638/2007, Lei 11941/2009 e Lei 13818/2019.

As demonstrações contábeis encerradas em 30.06.2025 e as de 30.06.2024, para comparabilidade, foram demonstradas em Milhares de Reais.
NOTA 3 -
PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS DA ADMINISTRADORA
3.1 -
As aplicações interfinanceiras de liquidez e os valores mobiliários estão registrados pelo valor de aplicação ou de aquisição acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço.
3.2 -
As receitas e despesas relacionadas com as operações e atividades da Administradora são reconhecidas pro rata temporis pelo regime de competência de exercícios, conforme Art.7º da Resolução BCB nº 120 de 27/07/2021.
3.2.1 -
A taxa de administração é reconhecida na competência do efetivo recebimento das contraprestações dos consorciados, conforme o Pronunciamento Técnico CPC nº47.
3.2.2 -
As comissões sobre vendas são reconhecidas e apropriadas ao resultado na competência de sua realização.
3.3 -
Outros ativos e passivos circulantes são demonstrados pelos valores de realização e/ou exigibilidade, incluindo os rendimentos e encargos incorridos até a data do balanço, calculados “pro rata dia” e, quando aplicável, o efeito dos ajustes para reduzir o custo de ativos ao seu valor de mercado ou de realização. Os saldos realizáveis e exigíveis até 12 meses do exercício seguinte são classificados no ativo e passivo circulantes, respectivamente, conforme o Pronunciamento Técnico CPC n° 46.
3.3.1 -
A variação na rubrica “Rendas a Receber” do ativo circulante à curto prazo, ocorreu em virtude do reconhecimento da taxa de administração e multas e juros a serem repassada pelos grupos, conforme saldo demonstrado no balancete dos grupos (COS4110);
3.3.2 -
A variação na rubrica “Devedores Diversos no país” do ativo circulante à curto prazo, ocorreu em virtude de recebimento parte aporte financeiro realizado ao grupo.
3.3.3 -
- A variação atípica na rubrica “Cobrança Judicial” do Ativo e Passivo circulante à curto prazo, ocorreu em virtude da mudança na forma de reconhecimento dos valores a receber em cobrança judicial de grupos encerrados, conforme IN BCB n° 208 de 15/12/2021, revogada a partir de 01/07/2022 pela IN BCB 276 de 04/04/2022;
3.3.4 -
- A variação atípica na rubrica “Obrigações por Recursos Cons. Gr. Encerr.” do passivo circulante à curto prazo, ocorreu em virtude da mudança na forma de reconhecimento dos de valores a receber em cobrança judicial de grupos encerrados, conforme IN BCB n° 208 de 15/12/2021, revogada a partir de 01/07/2022 pela IN BCB 276 de 04/04/2022;
3.4 -
O Imobilizado é demonstrado ao custo corrigido monetariamente até 31/12/1995, mais as adições e baixas ocorridas até 30/06/2025 e sua depreciação é calculada pelo método linear, sendo utilizadas as taxas usuais permitidas pela legislação fiscal, a qual contempla a vida útil econômica dos bens.
Bens Taxas Deprec. 30/06/2025 31/12/2024
Custo Contábil Deprec. Acumulada Imobilizado Líquido Imobilizado Líquido
Instalações 10% 14.240,00 (13.662,00) 578 893
Móveis e Utensílios 10% 113.212,00 (104.337) 8.875 11.359
Proc. De Dados 20% 112.379 (92.747) 19.632 15.557
Máquinas e Equip. 10% 74.846 (39.621) 35.225 35.747
Veículos 20% 230.122 (74.650) 155.472 173.411
Benf. Imó. Terc. 4% 51.966 (11.209) 40.757 41.797
TOTAL 596.765 (336.226) 260.539 278.764
3.4.1 -
Não foram realizados no exercício testes de impairment para cálculo do valor recuperável de ativos, conforme dispõe o CPC 1 (R1), porque em nossa estimativa o saldo residual e a vida útil dos bens do ativo permanente encontram-se subavaliados, e como o banco central ainda não recepcionou o CPC 27 (R4), que dispõe sobre o Ativo Imobilizado, não podemos efetuar a revisão e avaliação desses ativos.
3.5 -
- A provisão para Imposto de Renda é constituída a alíquota de 15% sobre o Lucro Real, acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a R$20 mensais (R$240 para o exercício); a Contribuição Social pela alíquota de 9% sobre o lucro líquido ajustado, de acordo com a legislação vigente.
3.6 -
As provisões de férias e 13o salário, são constituídas com base na remuneração dos empregados, inclui as vencidas e proporcionais e os correspondentes encargos sociais e o adicional de um terço;
3.7 -
Os valores não retirados por Consorciados Desistentes e Excluídos, bem como, aqueles oriundos de Fundo de Reserva a disposição de consorciados ativos, relativos a grupos encerrados, encontram-se atualizados as taxas vigentes no mercado financeiro e estão inclusos e consignados sob a rubrica “Recursos não Procurados”, no montante de R$ 37.740,97.
3.8 -
O Capital Social, subscrito e integralizado está dividido em 1.015.000 de quotas no valor de R$ 1,00 (um real) cada uma, pertencente a quotistas residentes no País.
Sócios R$ %
Telmo José Barbosa 1.010.000,00 99,5%
Mylene Lady Barbosa Maiote José 5.000,00 0,5%
TOTAL 1.015.000,00 100%
3.9 -
Levando-se em consideração que o limite de alavancagem das administradoras de consórcio estabelecido na Circular Bacen nº 3.524 de 03/02/2011 é de 6 (seis) vezes o valor de seu Patrimônio Liquido Ajustado obtido através dos seguintes fatores:
Saldo dos Grupos 9.298.156,41
(-) Aplicação Financeira Vinc. Contemplação (8.813.251,40)
Passivo Circulante da Administradora 558.480,01
(=) RESULTADO 1.043.385,02
Divisor 6
(=) RESULTADO DA DIVISÃO 173.897,50
(=) Patrimônio Líquido Mínimo Exigido BACEN (1) 1.000.000,00
Patrimônio Líquido dezembro/2024 1.097.931,06
(-) Distribuição Lucros (6.000)
(-) Ajustes de Períodos Anteriores 0
Contas de Resultado Credoras (conta 7.0.0.00.00-3) 3.905.975,85
(-) Contas de Resultado Devedoras (conta 8.0.0.00.00-2) (3.943.903,49)
(=) Patrimônio Líquido Ajustado junho/2025 (2) 1.054.003,42
LIMITE P/ ALAVANCAGEM (3) = (2 – 1) 54.003,42

3.10 -
Considerando que o limite de imobilização não pode ultrapassar 100% do Patrimônio Líquido Ajustado, apresentamos o seguinte cálculo:
Ativo Permanente ( 1 ) 883.405,93
(=) Patrimônio Líquido Ajustado junho/2024 (2) 1.054.003,42
LIMITE DE IMOBILIZAÇÃO (3) = (2 – 1) 170.597,49
3.11 -
O Patrimônio Líquido é demonstrado pelo valor corrigido monetariamente até 31/12/1995, acrescido dos valores movimentados até 30/06/2025.
3.12 -
As demonstrações financeiras estão em conformidade com a regulamentação emanada do Banco Central do Brasil.
NOTA 4 -
PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS DOS GRUPOS DE CONSÓRCIO
4.1 -
- As Aplicações Financeiras Vinculadas são efetuadas exclusivamente no Banco Itaú-Unibanco S/A, sendo demonstradas pelos valores aplicados mais os rendimentos líquidos auferidos até a data do balanço, observado o regime de competência.
4.2 -
Os rendimentos das aplicações são rateados pelos grupos proporcionalmente aos seus saldos diários.
4.3 -
As demonstrações de recursos de consórcio e das variações nas disponibilidades dos grupos, consolidadas, são preparadas a partir das demonstrações individuais de cada grupo.
4.4 -
Os recursos coletados correspondem aos valores arrecadados dos grupos por ocasião do pagamento das prestações, reconhecidos mensalmente por regime de caixa.
4.5 -
- Os recursos a utilizar representam disponibilidades e direitos dos grupos de consórcio.
4.6 -
Os recursos utilizados representam desembolsos efetuados por conta dos grupos de consórcio, para sua manutenção.
4.7 -
A Taxa de Administração é apropriada de acordo com o pagamento das prestações, calculada por um percentual sobre o valor do bem objeto do consórcio que varia de acordo com a espécie do bem.
4.8 -
A taxa de administração é reconhecida na competência do efetivo recebimento das contraprestações dos consorciados, conforme o Pronunciamento Técnico CPC no. 47.
NOTA 5 -
GRUPOS DE CONSÓRCIO - INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
30/JUN/2025 31/DEZ/2024
Nº de Grupos Administrados 7 7
Consorciados Ativos no período 2.406 2.232
Consorciados Contemplados 1.081 991
Consorciados Não Contemplados 1.004 902
Bens Pendentes no Período 92 74
Bens Entregues no Período Corrente 72 95
Bens Entregue Total 8.239 8.167
Nº de Desistentes/Excluídos no Período 322 422
Nº de Desistentes/Excluídos Total 7.154 6.888
Nº de Quitados 572 512
Taxa de Inadimplência 2% 2%
A Taxa de Administração média praticada (bens móveis) é de 18%.
A Taxa de Administração média praticada (bens imóveis) é de 21%.
NOTA 6 -
COMPONENTE ORGANIZACIONAL DE OUVIDORIA
Conforme estabelecido pela Resolução BCB 28 de 2020, todas as principais providências já foram adotadas para a devida implantação de componente organizacional de Ouvidoria, citando-se, entre eles, a designação do diretor responsável e do ouvidor, o serviço DDG 0800-940.3636, e adequação dos documentos a que o consorciado tenha acesso e cartaz informativo nos pontos de venda.
NOTA 7 -
MANUAL DE CONTROLES INTERNOS
A Administradora mantém atualizado o manual de controles internos, onde se encontra registrado:
a-) O processo operacional da Administradora e dos Grupos de Consórcio;
b-) O gerenciamento de riscos, e
c-) O gerenciamento das contingências.
NOTA 8 -
INSTRUMENTOS FINANCEIROS
A Administradora não possui saldo de instrumentos financeiros derivativos em 30 de junho de 2024, cujas divulgações sejam requeridas nos termos das normas e instruções do Banco Central do Brasil.
NOTA 9 -
FATOS SUBSEQUENTES
A Administradora não apresenta eventos relevantes subsequentes ao fechamento de 30 de junho de 2024.



TELMO JOSÉ BARBOSA
Diretor Administrativo



MYLENE LADY BARBOSA MAIOTE JOSÉ
Diretora Financeira



RENATA REYNALDO SILVA
Contadora-CRC1SP192715/O-0
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Aos Dirigentes da
GROSCON ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA.
Franca - SP

Prezados Senhores

Opinião com Ressalva

Examinamos as demonstrações contábeis da Groscon Administradora de Consórcios Ltda, em 30 de junho de 2025, que compreendem o balanço patrimonial e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, dos fluxos de caixa, das mutações do patrimônio líquido, dos recursos de consórcio consolidada e das variações nas disponibilidades de grupos consolidada para o semestre e exercício findos nessas datas, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as principais políticas contábeis e outras informações elucidativas.

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Groscon Administradora de Consórcios Ltda., em 30 de junho de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre e exercício findo nessa data, bem como a posição patrimonial e financeira consolidada dos grupos de consórcio em 30 de junho de 2025 e as variações consolidadas das disponibilidades dos grupos de consórcio para os semestres e exercícios findos naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Base para Opinião com Ressalva Sobre as Demonstrações Contábeis

Reconhecimento da Receita de Prestação de Serviços

A Administradora não observou as disposições da Resolução BCB N° 120, emitida pelo Banco Central do Brasil em 27 de julho de 2021, que dispõe sobre a necessidade, por parte das administradoras de consórcio, de reconhecer e mensurar contabilmente as suas receitas e prestação de serviços em observância ao Pronunciamento Técnico CPC 47 Receita de Contrato (CPC 47). Desta forma, não foi possível verificar com procedimentos alternativos de auditoria os efeitos nas demonstrações contábeis da Sociedade decorrente da não observância do CPC 47 em dezembro de 2024. Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidade do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis”.
Somos independentes em relação à Administradora de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva.

Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório dos auditores

Chamamos a atenção para a Nota Explicativa 3.2.1. “a” às demonstrações contábeis, que descreve sobre a metodologia utilizada pela entidade no reconhecimento e mensuração de receitas com contratos de clientes, conforme sua interpretação quanto aos princípios básicos descritos no Pronunciamento Técnico CPC n°47. Nossa opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto. Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório dos auditores

A administração da Instituição é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.
Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.
Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.

Principais Assuntos de Auditoria

Em nosso julgamento profissional, os assuntos abaixo relacionados foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações contábeis como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações contábeis e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos.

- Gestão dos grupos de Consórcio, considerando os aspectos da utilização dos recursos de terceiros, bem como a projeção de encerramento dos grupos.
- Cumprimento dos limites de PLA e Capital Mínimo, bem como dos limites operacionais determinados pelo Banco Central do Brasil.

Responsabilidade da Administração e da Governança sobre as Demonstrações Contábeis

A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a administradora continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis a não ser que a administração pretenda liquidar a administradora ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.

Os responsáveis pela governança da administradora são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis.

Responsabilidade do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis

Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes.
As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis.

Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião.

O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.

Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Administradora.

Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.



Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe uma incerteza significativa em relação a eventos ou circunstâncias que possa causar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da administradora. Se concluirmos que existe incerteza significativa devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório.

Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a administradora a não mais se manter em continuidade operacional.

Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.

Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.

Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar consideravelmente nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.

Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações contábeis do exercício corrente, e que, dessa maneira constituem os Principais Assuntos de Auditoria.

Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.


São Carlos/SP, 10 de setembro de 2025.

Andrade, Nogueira & Associados - Auditores e Consultores

LUIS EDUARDO AZEVEDO ARLINDO LEAL DE ANDRADE
Contador CRC-SP292909/O Contador CRC-1SP114789/O-3